Os pássaros do meu quintal

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Acreditem. O quintal de minha casa, na Avenida Cel. Nogueira Padilha, Sorocaba (SP), é frequentado por 32 espécies de pássaros diferentes ao longo do ano.  Tem pequenos, médios e grandes, do beija-flor e corruira até o gavião e o urubu. Pasmem! Até uma saracura já ciscou no meu quintal!  Os horários de maior frequência  são de manhãzinha, na hora  do almoço e final da tarde.

 Fiz uma relação dos meus hóspedes até onde a minha memória permitiu. Vejam lá:  rolinha, pombão, pomba de bando, corruira, beija-flor, anu-branco, anu-preto, urubu, saracura, gavião quiriquiri, maritaca, pardal, tico-tico,  João-de-barro,  sabiá laranjeira,  sabiá poca, pica-pau do campo, pica-pau de cabeça vermelha, saíra preta, puvi,  sete cores, sanhaço verde, sanhaço coqueiro, sanhaço,  bem-te-vi, suiriri, andorinha, caga-cebo e choquinha- carijó.

A área externa da minha casa não é tão grande assim para tanto bicho.  Tem uma árvore – resedá – na calçada, no jardim da frente (4×20) um coqueiro, atração das maritacas e um jasmim, com seus frutinhos vermelhos e apetitosos. Durante a  florada branca e perfumada atrai os beija-flores. No fundo  está a selva maior:  duas jabuticabeira, três pitangueiras, um jatobá, três primaveras e uma areca-bambu, paraíso dos caga-cebos, em tempo de coquinhos ovais e amarelos. Bem alta, patriarcal, com seus 40 anos de vida, desponta um jacarandá, de flores lilases, o campo de pouso de toda a bicharada.

Completa a equipe de apoio à passarada do meu quintal um velho tronco de quaresmeira,  onde coloco os restos de banana, mamão, laranja, abacate etc. Aí ficam também hospedadas algumas orquídeas e uma figueira, que teima em crescer na fenda da árvore morta. Já está com mais de um metro e já produziu os primeiros frutos.

Alguns amigos observaram  que falta água para a minha passarada, apesar de existir  uma pia ali perto. Outros recomendam a instalação de uma cobertura para proteger as frutas expostas no comedouro.  Prefiro manter a paisagem o mais natural possível,  mesmo porque no cardápio dos meus pássaros não tem sementes ou restos de comida. Vez ou outra jogo migalhas de miolo de pão no gramado, mas é tão pouco que desaparecem num instante.

Infelizmente, tem os predadores. O principal deles é um gato rajado da vizinhança, que de tempo em tempo dá uma incerta no meu quintal abocanhando os pássaros mais lerdos e  perseguindo os filhotes nos ninhos. Outro predador é o gavião quiriquiri. Certa vez abateu, num só rasante, duas sabiás-laranjeiras.

 

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Sobre o autor

Jornalista, com passagem pelos jornais de Sorocaba, "O Estado de São Paulo" e Revista Globo Rural em seus 50 anos de atividade profissional. Atualmente dedica-se à pesquisa histórica na região de Sorocaba. É autor de 8 livros.

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